Territórios Sonoros — O Gesto do Som propõe uma escuta do ritmo que percorre a matéria pictórica.
Tal como a pulsação que orienta a música nasce do corpo e varia com o estado do intérprete, aqui o gesto emerge como ato rítmico de criação. Os retalhos de telas passadas carregam memórias e camadas de tempo que, ao serem entrelaçados, instauram uma nova pulsação.
As superfícies guardam vestígios do passado e incorporam o instante do gesto atual, tornando visível a respiração do tempo.
O ritmo instala-se no entrelaçar da cor, na cadência do fazer, na escuta silenciosa que antecede cada decisão. A autoria dissolve-se num fluxo partilhado entre artista, matéria e tempo, abrindo espaço para que cada olhar recrie o som que percorre as obras.
Artista: João Sobreira
Curadoria: José Quaresma
Patente até 15 de março 2026.